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Como evitar feridas em acamados

escarasEntenda qual é o grupo de maior risco, qual a classificação dos escaras e como tratá-las

Cuidar de alguém que está acamado não é uma tarefa fácil. Na maioria das vezes, a pessoa fica longos períodos de repouso na mesma posição, podendo levar ao surgimento de feridas ou úlceras por pressão, também conhecidas por úlceras de pressão. Essas feridas costumam aparecer onde os ossos se apoiam como, atrás da cabeça, nas costas, na articulação do quadril, no cóccix, nas nádegas, cotovelos e calcanhares.

Para prevenir a formação das úlceras há algumas recomendações essenciais:

Mudança de decúbito, ou seja, mudar a posição do paciente acamado a cada duas horas pelo menos para que os pontos que recebem a pressão do corpo inteiro sejam aliviados;
Mudar a posição a cada dez ou quinze minutos para quem utiliza cadeiras de rodas e permanece sentado durante muito tempo;
Utilizar colchões caixa de ovo que auxilia na vascularização da superfície da pele;
Utilizar almofadas anti-escaras;
Realizar com frequência a troca de fraldas, respeitando a higienização e, inclusive, hidratar a pela com produtos específicos para este fim;
Evitar fazer massagens em regiões de protuberância óssea;
Estimular a movimentação, respeitando sempre as possibilidades físicas e motoras do paciente;
Realizar banhos de sol.

Grupo de risco

Sem dúvidas, o maior grupo de risco é o idoso que por causa da idade e fraqueza permanece por mais tempo na cama. Além disso, a terceira idade sofre constantemente com quedas dentro de suas próprias casas, quando a fratura é no fêmur, por exemplo, o pós-cirúrgico deve ser realizado em repouso absoluto.

De acordo com o cuidador de idosos da Friends Care, Pedro Alexandre de Oliveira Lourenço, há muitos fatores que levam alguém a permanecer constantemente na cama e todos devem ser observados com cautela. “O idoso pode perder a capacidade de mobilidade se tiver demência em um grau avançado, que pode ocorrer com quem tem Alzheimer. Outra doença que afeta diretamente a mobilidade é o grau avançado de Parkinson e a Esclerose Lateral Amiotrófica E.L.A. que afeta acentuadamente os movimentos e leva a perda total da mobilidade até mesmo em jovens”.

Classificação das úlceras por pressão

Há quatro graus de ferimentos:

Grau 1 – Eritema ou hiperemia: São manchas vermelhas que costumam desaparecer se a pressão no local for aliviada;

Grau 2 – Isquemia: Pode formar-se bolhas, aparecer esfoladura ou um orifício superficial na área afetada;

Grau 3 – Necrose: a lesão atinge o tecido muscular, adquire coloração arroxeada e pode abrigar um nódulo endurecido;

Grau 4 – Ulceração: a lesão progride em profundidade, há destruição da pele e dos músculos; os ossos e articulações ficam expostos.

Como tratar

“Com certeza o tratamento varia de acordo com a gravidade e extensão das lesões. Se estiverem nos graus 1 e 2 e até mesmo no grau 3, se forem pequenas, costumam regredir se a pressão for aliviada e que sejam tomados os devidos cuidados para que não ocorram outros ferimentos. Porém, dependendo do grau das escaras pode ser necessário recorrer a antibióticos e curativos especiais”, recomenda Lourenço.

O grau mais difícil de se curar pode demandar intervenção cirúrgica para retirar os tecidos infectados e mortos, assim como um transplante de pele para facilitar o fechamento da ferida.

Autora: Deise Cavignato

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